Monumento histórico de nossa cidade pode estar correndo risco
Por Fortaleza
Estou preocupado com esta obra. Será que ela esta sendo acompanhada por especialistas em patrimônio histórico? Será que o instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), órgão responsável pela guarda de nosso acervo histórico, está sabendo o que está sendo feito em nossa igreja?
Levanto estas questões, pois podemos estar cometendo um crime contra a nossa história. Em toda parte, nos deparamos com a preocupação da preservação, seja do meio-ambiente, seja da história. Cidades em todo mundo, buscam restaurar seus prédios históricos no intuito de mantê-los o mais fiel possível a sua concepção original.
Aqui em São Pedro, temos poucos prédios que representam os primórdios da cidade. Além da igreja, o mercado público, as capelas de Pedra Branca e do monte, e alguns poucos prédios na Francisco Cabral e Getúlio Vargas.
Vejam como Recife, Olinda, Salvador, Ouro Preto e tantas outras cidades tratam seus prédios antigos. Não precisamos ir tão longe. Aqui mesmo no RN, vá a qualquer cidade do Seridó e verá os casarões antigos preservados. Quando eu fazia o curso de Turismo na UFRN, pude perceber o desespero de Natal por não ter tido no passado a preocupação pela preservação e hoje não ter o que mostrar aos próprios natalenses que buscam conhecer a história da sua cidade e aos turistas. Poucos prédios da Ribeira, o Forte dos Reis Magos e pronto.
A importância da preservação da nossa igreja se torna ainda mais importante por um fator que a torna diferente da maioria dos outros templos. Segundo Dona Graça Ribeiro, um professor da UFRN em passagem pela cidade, identificou traços da arquitetura judia na fachada da igreja. Isto, a se confirmar, é um diferencial que pode ser tratado como um atrativo turístico.
A responsabilidade pela preservação do patrimônio histórico, seja de uma cidade ou de um país, é dever de cada um dos seus cidadãos. Se não preservamos hoje, amanhã não teremos história para contar e mostrar aos nossos filhos e netos.
