Sob pressão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou nesta quarta-feira (9) que vetará trecho de projeto de lei que concede anistia em tributos a serem pagos por igrejas no país.
Em conversa com assessores presidenciais e deputados governistas, ele
se queixou da cobrança de eleitores bolsonaristas e disse que não pretende
entrar em novo embate com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Na segunda-feira (7), a equipe econômica recomendou veto à anistia,
que poderia perdoar dívidas registradas com a União de mais de R$ 1 bilhão. O
setor jurídico do Palácio do Planalto também defende que a medida não entre em
vigor.
A sinalização do presidente desagradou integrantes da bancada
evangélica, que discutiram o assunto com o chefe do Poder Executivo nesta
quarta-feira (9).
Em reunião no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse, segundo relatos,
que não há margem fiscal para conceder o benefício e que ele poderia ser
questionado no futuro pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
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